O Custo Invisível de um Tear Desatualizado

O Custo Invisível de um Tear Desatualizado (E Por Que Isso Está Reduzindo Sua Margem)

Existe uma frase que escuto com frequência nas malharias: “O tear já está pago… então agora é só produzir.” Como diretor da Wellrich Brasil, eu preciso dizer algo que talvez não seja confortável: Um tear desatualizado nunca está “pago”.

Ele pode estar quitado no financeiro, porém pode estar consumindo sua margem todos os dias. E o pior, esse é o custo invisível que poucos empresários calculam. Neste artigo escrevo um pouco do que presenciamos todos os dias ao visitar malharias tecelagens.

O Tear Desatualizado Não Para — Ele Desacelera

Raramente uma máquina antiga simplesmente para. O que acontece é mais silencioso e mais perigoso:

  • Produz um pouco menos por hora

  • Exige mais intervenção do operador

  • Oscila na qualidade

  • Consome mais energia por quilo produzido

  • Gera pequenas paradas frequentes

Nada disso aparece como um grande problema isolado. Mas somado ao longo do mês, pode representar toneladas que deixaram de ser produzidas. Na prática, o tear desatualizado reduz sua produtividade na malharia sem que você perceba claramente.

“Mas Ele Ainda Funciona…”

Sim. Funciona. A pergunta é: Ele funciona no nível que o mercado atual exige?

Hoje competimos com:

  • Prazos mais curtos

  • Margens menores

  • Clientes mais exigentes

  • Custos crescentes de energia e matéria-prima

Manter um tear desatualizado pode significar manter sua empresa operando com uma estrutura de custo incompatível com o mercado moderno. E isso impacta diretamente o custo por quilo produzido.

O Custo Invisível da Manutenção Contínua

Existe uma normalização perigosa na indústria:

“É normal quebrar agulha.”
“É normal parar para ajustar.”
“É normal chamar manutenção.”

Não. Não é normal.

Quando a manutenção corretiva se torna rotina, ela deixa de ser exceção e passa a ser modelo operacional. E modelo operacional ineficiente corrói margem.

Além disso:

  • Peças antigas são mais difíceis de encontrar

  • O tempo de ajuste é maior

  • A dependência do operador aumenta

Isso gera imprevisibilidade  e imprevisibilidade é inimiga da lucratividade.

O Custo Comercial de um Tear Antigo

Esse é o ponto que poucos analisam. 

Um tear desatualizado pode limitar:

  • Produção de malhas mais técnicas

  • Padronização de qualidade

  • Atendimento a grandes clientes

  • Crescimento da capacidade produtiva

Ou seja, ele não só reduz eficiência, ele também limita expansão. A modernização de teares não é apenas uma decisão técnica. É uma decisão estratégica.

A Pergunta Que Todo Empresário Deveria Fazer

Se você pudesse produzir mais com o mesmo espaço físico, com menor custo por quilo e maior estabilidade de qualidade, por que não faria?

Muitas vezes, o empresário enxerga a troca de um tear como despesa. Eu enxergo como ajuste estrutural de competitividade. Na Wellrich Brasil, representando a tecnologia da Wellrich, temos acompanhado de perto essa transformação. E uma coisa é clara: As malharias que modernizam sua operação não estão apenas trocando máquinas. Estão reposicionando sua estrutura de custo e sua capacidade de crescimento.

Recentemente tivemos um caso onde um cliente nosso substituiu 12 Teares antigos de uma marca europeia por 12 teares novos Wellrich, com isso, a produtividade dele com os 12 novos teares passou a ser equivalente a 14 teares. Ou seja, ele ganhou a produção de 2 teares a mais por mês com o mesmo espaço físico, com a mesma estrutura e principalmente: com a mesma mão de obra.

O Maior Custo é Não Perceber o Problema

Um tear desatualizado não quebra sua empresa de um dia para o outro. Ele apenas reduz sua margem lentamente. E isso é mais perigoso. Porque quando o empresário percebe, muitas vezes já perdeu competitividade. 

A pergunta que você precisa fazer para si mesmo, não é se sua máquina ainda funciona. A pergunta é: Ela está ajudando sua empresa a crescer ou apenas mantendo você no mesmo lugar?


Por Maico Tomasi – Diretor da Wellrich Brasil